POLÍTICA

Governo entrega barcos e equipamentos de pesca a jovens e mulheres em Moma

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Eduardo Abdula apela ao uso responsável das embarcações e promete facilitar emissão de cédulas marítimas.

O Governo Provincial de Nampula procedeu, esta quarta-feira (05), à entrega de barcos e diversos equipamentos de pesca beneficiando a aproximadamente 400 pescadores directamente e mas de 3000 indirectamente nas Comunidades pesqueiras de Moma sede, Mucoroge e Pilivili, no âmbito do programa presidencial de empoderamento juvenil e feminino, lançado pelo Chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo.

A iniciativa integra o Programa de Reforço da Pesca Artesanal, que visa apoiar jovens e mulheres com meios de produção modernos, promovendo a sustentabilidade e a legalização da actividade pesqueira na província.

Durante a cerimónia, o governador de Nampula, Eduardo Abdula, sublinhou que o gesto pretende “dar mais força à juventude e à mulher” e reforçar a responsabilidade dos beneficiários na gestão dos meios recebidos.

“Os que receberam os barcos devem produzir receita, garantir a manutenção e pagar os salários das pessoas que vão trabalhar com vocês. Há normas, há leis e há regulamentos sobre como, quando e onde pescar. Devemos respeitar as autoridades marítimas”, advertiu Abdula.

O governador apelou ainda ao uso responsável das embarcações, frisando que os barcos não devem ser usados para transporte de bens ou passageiros, prevenindo tragédias no mar.

“Vamos fazer fiscalização. Estes barcos são para pescar, não para transportar pessoas. Quando se desrespeitam as regras, acontecem naufrágios. É preciso evitar isso”, alertou.

Eduardo Abdula anunciou igualmente que o governo vai facilitar o processo de emissão de cédulas marítimas, para legalizar a actividade dos pescadores locais.

“Vou falar com a Administração Marítima de Angoche para que uma brigada venha aqui a Moma emitir as cédulas. Assim evitamos que os pescadores façam longas viagens e gastem dinheiro”, garantiu.

O dirigente aproveitou a ocasião para condenar o uso de redes mosquiteiras na pesca, prática que, segundo disse, “coloca em risco o equilíbrio ambiental e a saúde pública”.

“As redes mosquiteiras são para combater a malária, não para apanhar peixe”, sublinhou.

Os beneficiários manifestaram satisfação pela entrega, recordando que, embora o material tenha demorado a chegar, mantiveram a confiança nas autoridades.

“O material chegou há muito tempo ao distrito, mas confiámos que seria entregue. Agora, com este apoio, o nosso trabalho será mais fácil”, afirmou Shabani Jamal, presidente da Associação Winana de Mocoroge.

Outro pescador, Archadu Maros Dante, representante da Associação Samora Machel, destacou que o material vai melhorar as condições de trabalho e aumentar a produção.

“Antes trabalhávamos sem luvas, sem baldes, sem facas. Cada um trazia o seu material de casa. Agora, com este apoio, o serviço vai melhorar”, afirmou, agradecendo ao Governo e aos parceiros que financiaram o projecto. Vânia Jacinto

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