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SOCIEDADE

Governo de Nampula reforça inclusão da pessoa com deficiência com actividades transversais

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A Direcção Provincial de Género, Criança e Acção Social de Nampula assegura que o Governo tem vindo a integrar, nos seus planos sectoriais, actividades transversais voltadas para a promoção da inclusão da pessoa com deficiência. O compromisso foi reafirmado por Júnior Gaspar Neves, chefe do Departamento de Acção Social, que destacou os esforços em curso para sensibilizar a sociedade e criar condições de acessibilidade.

“Este é um desafio de todos nós, é uma acção transversal. Por isso, a orientação é que todos os sectores incluam a componente de inclusão nas suas actividades. Já falámos com os Conselhos Municipais, que estão a obedecer, e as Obras Públicas também prevêem que todas as novas infra-estruturas tenham rampas de acesso”, afirmou Neves.

O chefe do Departamento de Acção Social salientou ainda a cooperação com associações locais, nomeadamente a FAMOD, e lembrou que a acessibilidade deve ser incorporada em todas as infra-estruturas públicas. “As obras devem prever rampas, não apenas para pessoas com deficiência, mas também para idosos e qualquer cidadão que necessite. É uma obrigação de todos os sectores”, sublinhou.

Segundo o responsável, entre os dias 22 e 26 de Setembro terá lugar um evento de grande dimensão, visando informar a comunidade sobre os direitos e deveres das pessoas com deficiência, em particular dos cidadãos surdos. A iniciativa, que contará com uma marcha, incluirá prestação de serviços sociais, actividades culturais e intervenções oficiais, sendo dirigida pelo governador de Nampula, Eduardo Abdula.

“O nosso trabalho é transversal. Lidamos com pessoas com deficiência, idosos e também com temas como HIV, drogas e desastres. Identificámos pessoas com deficiência com capacidades, e algumas já foram submetidas a cursos de formação. No ano passado conseguimos formar 11 pessoas com deficiência, que receberam kits para iniciar as suas próprias actividades”, explicou Neves.

Sob o lema “Surdos por uma só causa: promover a língua de sinais por uma sociedade inclusiva”, a iniciativa deste ano dará especial enfoque à formação de técnicos em língua gestual nas áreas da saúde, educação e serviços públicos, com o objectivo de ampliar a comunicação inclusiva. “Queremos que a língua de sinais seja acessível a todos. É um desafio que envolve custos, mas estamos determinados a avançar”, concluiu Neves. Assane Júnior

 

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