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ECONOMIA

Governo de Moma destaca avanços em educação e abastecimento de água nos últimos seis meses

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O Administrador do distrito de Moma, Juma Cadria, fez um balanço positivo dos primeiros seis meses de governação, sublinhando avanços em áreas-chave como educação e abastecimento de água. Segundo disse, o distrito está a registar “crescimento satisfatório”, resultado de obras em curso e inaugurações iminentes.

Entre as realizações apontadas, destacam-se o lançamento da primeira pedra para a construção da escola secundária de Piqueira, a inauguração iminente do sistema de abastecimento de água em Jacoma e a conclusão da escola primária de Muquiquissa, no Posto Administrativo de Chalaua. “São realizações que demonstram o nosso empenho e o compromisso com a população”, declarou.

No sector da educação, além da escola de Muquiquissa, está em fase final a construção de salas de aula na escola básica de Chalaua-Sede, o que, segundo o Administrador, vai contribuir para reduzir o número de alunos ao relento.

Juma Cadria destacou que estas iniciativas fazem parte de uma estratégia de médio prazo, visando melhorar a qualidade de vida da população e responder às principais necessidades das comunidades. “Estamos satisfeitos com o nosso desempenho neste arranque de governação”, acrescentou.

Moma ainda sofre efeitos da destruição provocada por manifestações pós-eleitorais

Apesar dos avanços registados, o distrito de Moma continua a ressentir-se das consequências das manifestações violentas ocorridas após as eleições. O Administrador denunciou que várias infra-estruturas públicas e residências de dirigentes locais foram vandalizadas, deixando marcas profundas no funcionamento do aparelho administrativo.

“Em Chalaua, a secretaria administrativa e a residência do chefe do posto foram completamente destruídas. Também as secretarias de quase todas as oito localidades do distrito foram vandalizadas”, afirmou.

O governante explicou que, para garantir o funcionamento mínimo dos serviços, foi necessário improvisar: “O chefe do posto de Chalaua vive numa tenda improvisada e, em outras localidades, tivemos de recorrer a casas cedidas pela população para albergar os dirigentes”.

Apesar da gravidade da situação, a administração distrital afirma estar a trabalhar com as comunidades e com a província para restaurar a ordem e preparar a reconstrução. “É um processo difícil, mas não vamos permitir que actos criminosos comprometam o nosso desenvolvimento”, frisou. Faizal Raimo

 

 

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