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POLÍTICA

Gamito aplaudido, mas não apoiado: o peso do “não” de Giquira

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O Presidente do Conselho Municipal de Nampula, Luís Madubula Giquira, respondeu de forma cordial, mas firme, ao pedido de esclarecimento submetido pelo activista de direitos humanos Gamito dos Santos. Numa carta com tom diplomático, o edil exaltou o percurso do jovem como exemplo de cidadania activa e defensor dos direitos humanos, mas negou categoricamente que o Município tenha concedido qualquer apoio financeiro no polémico caso envolvendo Orlando Orjana.

Segundo o documento, “em nenhum momento o Conselho Municipal ou o seu Presidente atribuíram valores monetários” ao referido evento, esclarecendo que o apoio veio de empresários locais que, por iniciativa própria, decidiram associar-se à actividade. Giquira fez questão de sublinhar que não houve recurso a fundos públicos, garantindo que a edilidade continua orientada pelos princípios da legalidade, transparência e boa gestão.

A resposta, envolta em elogios ao papel social de Gamito dos Santos, soa a reconhecimento e aplauso, mas na prática é um “não” pesado que deixa claro o afastamento institucional da polémica.

Ainda assim, Giquira aproveitou para valorizar a juventude como segmento estratégico para o desenvolvimento humano e cultural da cidade, frisando que a passeata em causa teve carácter meramente recreativo e não político-partidário. Na mesma linha, agradeceu o contributo dos empresários que financiaram o evento, apresentando-os como exemplo de responsabilidade social e espírito comunitário.

O drama da contradição persiste: Gamito é celebrado pelo Município como activista e voz inspiradora, mas transforma o elogio em recusa, deixando evidente que, apesar do reconhecimento público, o apoio concreto não veio e dificilmente virá do cofre municipal. Redacção

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