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ECONOMIA

Fundação Tzu Chi apoia 2.600 famílias com sementes na Ilha de Moçambique

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Cerca de 2.600 famílias vão beneficiar de kits de sementes da Fundação Tzu Chi na Ilha de Moçambique, no âmbito de uma intervenção que visa reforçar a segurança alimentar e criar meios de subsistência sustentáveis para comunidades vulneráveis afectadas por ciclones e outras adversidades climáticas.

A acção integra uma missão humanitária que a Fundação Tzu Chi vai desenvolver,  na Ilha de Moçambique e na cidade de Nampula, em coordenação com o Governo e o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

A informação foi avançada por Denise Foi, fundadora da Fundação de Caridades de Moçambique e representante da Tzu Chi no país, durante uma audiência concedida pelo Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Pereira. A responsável explicou que a organização acompanha as comunidades do Norte desde o ciclone Gombe, em 2022, altura em que cerca de 7.300 famílias receberam apoio humanitário.

Segundo a responsável, o acompanhamento prosseguiu em 2024 com acções de seguimento e voltou a intensificar-se após a passagem do ciclone Judy, altura em que aproximadamente 7.200 famílias foram assistidas, sempre em articulação com o Governo e o INGD.

No âmbito da presente missão, a Fundação Tzu Chi prevê igualmente avançar com projectos de sustentação, com destaque para a distribuição de kits de sementes alimentares e hortícolas às 2.600 famílias, incluindo comunidades da Ilha de Moçambique, como forma de reduzir a dependência de ajuda externa e aumentar a capacidade de resposta das famílias a futuras crises.

Por seu turno, o Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Pereira, destacou a importância do envolvimento de mais parceiros humanitários e de desenvolvimento, reconhecendo que o Governo tem procurado alargar as respostas sociais, mas enfrenta limitações, sobretudo no sector da educação.

Segundo explicou, o programa de lanche escolar em Nampula cobre actualmente apenas três distritos,  Meconta, Eráti e Nacarôa, num universo de 23, razão pela qual o Governo está a mobilizar organizações humanitárias, agências internacionais e o sector privado para expandir a iniciativa a mais escolas.

Plácido Pereira defendeu ainda a necessidade de melhorar a qualidade da alimentação escolar, apostando em papas enriquecidas e nutritivas, como forma de garantir melhores condições de aprendizagem, maior retenção das crianças na escola e reforço da protecção social em contextos de vulnerabilidade alimentar.

A intervenção da Fundação Tzu Chi na Ilha de Moçambique e em Nampula enquadra-se, assim, numa abordagem que combina resposta humanitária imediata e acções de médio prazo, visando fortalecer a resiliência das comunidades face a desastres naturais recorrentes. Faizal Raimo

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