POLÍTICA
FRELIMO garante que as suas sedes nunca fecharão as portas
O Partido Frelimo na província de Nampula continuará com as suas sedes e comités de zona operando em todos os níveis, conforme assegurou Filipe Paúnde nesta Terça-feira (03.12.2024).
Filipe Paunde, membro da Comissão Política do partido FRELIMO e chefe da Brigada Central de Assistência à Província de Nampula, afirma que Venâncio Mondlane não tem autoridade para determinar o fechamento das sedes e delegações do Partido Frelimo, considerando que tal decisão fere os princípios da democracia em Moçambique.
“As delegações e as sedes da FRELIMO não podem funcionar, como você classifica isso? É um partido que se dirige a outro partido para impedir o seu funcionamento; isso se enquadra no conceito de democracia? Este partido tem autoridade para liderar algo e determinar que os outros não possam trabalhar? Isso não é aceitável. Trabalhamos conforme a legislação, realizamos o nosso trabalho e nunca dissemos a nenhum outro partido para não trabalharem”, destacou Paúnde.
Paúnde falava está Terça-feira, em Nampula, onde a sua missão é minimizar os efeitos das manifestações na província de Nampula.
O chefe da Brigada Central de Assistência à Província de Nampula desestimula qualquer participação dos membros e simpatizantes da Frelimo, assim como da comunidade em geral, nas referidas manifestações. Contudo, Paúnde faz um pedido especial voltado às crianças.
“Queremos direccionar um apelo aos adultos também. Vamos pensar primeiramente quais benefícios essas manifestações nos oferecem. Já se passaram mais de trinta dias; o que realmente podemos esperar disso? O custo de vida tende a aumentar, colocando em risco a estrutura social do nosso país”.
Ele solicitou, entretanto, que, por motivos de segurança, as instituições de ensino interrompam as suas actividades educativas para proteger as crianças.
“Iremos fazer um apelo forte aos pais e encarregados de educação que convivem com as crianças, pedindo que não permitam que os seus filhos se envolvam nessas manifestações. Por que as crianças estariam participando de manifestações, será que elas também têm direito a voto?”, questiona e reflecte sobre as consequências desse envolvimento.
“As crianças que estão participando das manifestações já exerceram seu direito de voto? Eles têm entendimento sobre o que está acontecendo? Se algo acontecer com eles, como um acidente, quem assumirá a responsabilidade? No mínimo, deveria ser a pessoa que trouxe essas crianças, pois a legislação exige que quem organiza as manifestações garantam a segurança dos participantes.” Vânia Jacinto
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