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SOCIEDADE

Enquanto Cabo Verde Vai ao Mundial, Moçambique continua no Diálogo Inclusivo

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Um arquipélago minúsculo, entrou no maior palco do futebol mundial. Mostrou que coragem, disciplina e trabalho silencioso valem mais do que discursos.

Moçambique, gigante em território e recursos, gigante em população e história de luta, continua… a correr atrás do próprio rabo no chamado “Diálogo Inclusivo”. Reuniões intermináveis, mesas redondas sem resultados, promessas de consenso que não incluem ninguém além dos políticos. Enquanto Cabo Verde marca golos, nós marcamos… silêncio.

O contraste é que eles trabalham, treinam, acreditam. Nós falamos, discutimos, procrastinamos e nos iludimos. Eles conquistam o mundo; nós nos contentamos com comunicados e celebramos… reuniões.

Cabo Verde mostra que a grandeza não se mede em território ou população, mas em atitude. Moçambique mostra que tamanho não serve de nada se não houver liderança, coragem e foco. Temos talento, juventude, amor à pátria… mas sobra oportunismo, desconfiança e políticos que confundem poder com patriotismo.

Enquanto os cabo-verdianos ouvirão seu hino diante de câmaras e milhões de olhos atentos, nós ouviremos o mesmo discurso repetido: “aprofundar o diálogo inclusivo”. O caminho certo, entretanto, já se perdeu no labirinto de conveniências, interesses e inacção.

Moçambique marca autogolos na própria história. Eles avançam com os pés; nós recuamos com as palavras. Eles jogam juntos; nós discutimos sozinhos.

E assim seguimos: uns conquistam o mundo; outros… continuam a jogar conversa. Vergonha é ver o que poderíamos ser e nos acostumarmos a não ser.

 

 

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