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ECONOMIA

Distrito de Nampula: vítimas do ciclone só receberam ajuda após exoneração da administradora

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239 famílias vítimas do ciclone “Jude” no Posto Administrativo de Anchilo, distrito de Nampula, começaram a receber assistência alimentar apenas no dia 17 de Junho, dias depois da cessação de funções da administradora Irene Maria Mega — um facto que está a gerar suspeitas e indignação.

Segundo apurou o Jornal Rigor, mais de três toneladas de produtos — incluindo arroz, feijão, óleo e açúcar — estavam retidos desde Março, quando o ciclone afectou a província. A distribuição foi desbloqueada logo após o anúncio oficial da exoneração de Irene Mega, no início desta semana. Fontes locais relatam que a então administradora terá instruído a sua equipa a iniciar a entrega dos kits de emergência armazenados, orientando a identificação dos beneficiários nas comunidades.

Contactada na quarta-feira (18), Irene Maria Mega remeteu esclarecimentos à directora do Serviço Distrital de Planeamento e Infraestruturas, Ema Amina Amido, que confirmou a distribuição realizada nos dias 17 e 18 de Junho. Contudo, negou qualquer ligação com a exoneração da administradora cessante: “É totalmente falso. Trata-se de um processo normal de assistência, com base em donativos do INGD e de parceiros.”

A directora detalhou que as 239 famílias beneficiadas incluem vítimas do ciclone, idosos, pessoas com deficiência e famílias vulneráveis. “Todo o primeiro trimestre foi marcado por emergências. Criámos abrigos temporários e fizemos o levantamento das famílias afectadas. Conseguimos encerrar os centros até Abril”, garantiu.

Apesar da explicação oficial, dados recolhidos pelo Jornal Rigor indicam que esta foi a única acção pública de distribuição de alimentos às vítimas do ciclone no distrito de Nampula, com excepção de iniciativas pontuais lideradas pelo edil da cidade, Luís Giquira, em Natikire, e pelas esposas de dirigentes provinciais — Sónia Giquira (Município), Luzitisa Pereira (Secretário de Estado) e Nazira Abdula (Governador).

Questionada sobre a razão pela qual a ajuda só foi entregue após a saída da administradora, a directora Ema Amina Amido limitou-se a dizer: “O nosso compromisso é com a comunidade.” Vânia Jacinto

 

 

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