SOCIEDADE
Desmantelado esquema de venda de chamuças recheadas de suruma na Penitenciária de Nampula
A Polícia da República de Moçambique (PRM) desmantelou um ousado esquema de introdução e venda de drogas na Penitenciária Provincial de Nampula. Um jovem de 20 anos foi detido quando tentava introduzir cannabis sativa, vulgarmente conhecida por suruma, camuflada no interior de chamuças que já ficaram conhecidas como “chamuças recheadas de suruma”.
O caso, tornado público na última sexta-feira (24), envolve a colaboração do jovem com o pai, actualmente a cumprir pena naquele estabelecimento prisional. Segundo Dércio Samuel, chefe das Relações Públicas da PRM em Nampula, a detenção ocorreu a 9 de Outubro, durante uma patrulha de rotina. O suspeito foi intercetado quando se dirigia à penitenciária para entregar a refeição nocturna ao progenitor.
Ao inspecionar o recipiente com dez chamuças, os agentes ficaram surpreendidos: nove delas estavam recheadas com saquetas de suruma. “O jovem confessou que uma das chamuças era apenas para disfarçar, caso fosse revistado. A intenção era levar a droga ao pai, que a revenderia dentro da cela para sustentar a família”, revelou Samuel.
As investigações preliminares apontam para um mercado clandestino já estabelecido dentro da penitenciária. “O próprio jovem admitiu que não tinha experiência, mas que o pai possuía clientes no interior da prisão e era quem orientava o esquema”, acrescentou o porta-voz da PRM.
O suspeito foi encaminhado às autoridades judiciais para responder pelo crime de transporte e tráfico de estupefacientes. Entretanto, a Polícia alerta para o aumento preocupante da circulação de drogas nas cadeias do país, garantindo o reforço das revistas a pessoas e viaturas, de modo a travar práticas semelhantes.
“Estamos determinados a responsabilizar criminalmente todos os envolvidos. Este trabalho vai continuar, com investigações adicionais para identificar cúmplices e neutralizar os pontos de venda dentro e fora da penitenciária”, assegurou Samuel. Vânia Jacinto
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Júnior
Outubro 29, 2025 at 7:03 am
Essa informação é calça,não foi a PRM que fez a operação mais penitenciária fez o seu trabalho de rotina de revistas das refeições antes de receber o proprietário e daí descumprindo que havia algo mais dai foi possível a detenção do cidadão…