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ECONOMIA

Degradação das estradas que ligam Lalaua agrava custo de vida

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As dificuldades de acesso ao distrito de Lalaua estão a agravar o custo de vida da população, situação que preocupa comerciantes, consumidores e autoridades locais.

Segundo o administrador do distrito, Silvério João Nauito, a destruição de pontes e o mau estado das vias alternativas tornaram o transporte de mercadorias mais arriscado, lento e caro.

Actualmente, a ligação terrestre ao distrito depende de rotas longas e precárias, marcadas por solos saturados, riachos cheios e frequentes atolamentos de viaturas. Em tempo chuvoso, alguns troços tornam-se praticamente intransitáveis, podendo uma viagem durar até 24 horas.

Um comerciante que tentou transportar produtos alimentares para Lalaua ficou retido antes de chegar à vila-sede. Sem conseguir avançar com o camião, foi obrigado a contratar um tractor para levar a carga em três viagens, quando inicialmente faria apenas uma.

Esta solução aumentou significativamente os custos de transporte, que acabam por ser suportados pelo consumidor. O saco de cimento, por exemplo, está a ser vendido entre 815 e 820 meticais, valor considerado elevado para muitas famílias.

Para Silvério João Nauito, as implicações económicas são “lastimáveis”, afectando tanto o comércio formal como pequenos vendedores e agregados familiares que dependem do abastecimento regular.

“Lalaua tem potencial, mas sem estrada transitável não há desenvolvimento sustentável. Precisamos de pontes seguras e, sobretudo, de uma estrada asfaltada”, afirmou.

O administrador defende uma solução definitiva para ultrapassar o problema.

“A população clama por uma estrada asfaltada. Não basta terraplanagem. É necessária uma intervenção estrutural para que Lalaua acompanhe o desenvolvimento dos outros distritos”, acrescentou.

O isolamento também desencoraja investimentos e dificulta a saída de produtos agrícolas do próprio distrito, criando um ciclo que mantém os preços elevados. As autoridades distritais reconhecem a gravidade da situação e apelam à reabilitação urgente das pontes e das estradas como condição essencial para estabilizar os preços e dinamizar a economia local. Faizal Raimo

 

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