Connect with us

DESTAQUE

Daniel Chapo apela ao fim da violência e promete reconstrução em Mogovolas

Publicado há

aos

O Presidente da República, Daniel Chapo, pediu o fim da violência no distrito de Mogovolas, na província de Nampula.

Mogovolas, um dos distritos da província de Nampula, continua a ser palco de focos de violência, mesmo após a formação do actual governo. A situação é principalmente motivada pela desinformação sobre a origem da cólera.

Recentemente, além da destruição de várias infraestruturas vitais para o desenvolvimento da região, o distrito viu a destruição da Rádio Comunitária local e de um bloco operatório que estava a ser concluído no Centro de Saúde local, além do Centro de Tratamento da Cólera. Médicos associados à organização Médicos Sem Fronteiras também foram expulsos após a vandalização da sua residência e pilhagem dos seus materiais de trabalho.

Durante um comício orientado pelo Presidente da República, a população voltou a pedir que tais infraestruturas fossem reconstruídas.

“Senhor Presidente, obrigado por me dar a palavra. Sabemos que fomos nós que destruímos. Tínhamos uma Rádio Comunitária no distrito, que foi destruída, pedimos para que voltem a colocar. Também tínhamos um bloco operatório no hospital, que foi destruído, pedimos para que voltem a reconstruir”, pediu uma moradora que interveio no comício popular.

Além do bloco operatório e da Rádio Comunitária, a população pediu a reparação do sistema de abastecimento de água, que se encontra avariado na vila-sede do distrito, dificultando o fornecimento de água, bem como a reabilitação das estradas que conectam a vila-sede do distrito aos vários postos administrativos, e a ligação com o Chalaua, Posto Administrativo do distrito de Moma, que se encontra em avançado estado de degradação.

Em resposta, o Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, comprometeu-se a restaurar gradualmente todas as infraestruturas vandalizadas durante as várias manifestações violentas, tanto em repúdio às eleições quanto em decorrência da desinformação sobre a cólera. Ele pediu que a violência no distrito cessasse imediatamente, afirmando que “a violência gera mais violência, o ódio gera mais ódio”. O estadista moçambicano pediu à população que não fosse promotora da violência e do ódio, mas que seguisse os princípios da paz, amor e reconciliação.

Comício de Daniel Chapo em Mogovolas com uma visível participação da população

“Soube aqui que a Rádio Comunitária tinha três meses, mas foi destruída. Vamos mandar uma equipa para fazer um levantamento e saber o que falta e rapidamente vamos repor a rádio”, disse. E continuou: “O bloco operatório foi vandalizado, custou muito dinheiro, e era para que, a partir daqui, se tivermos uma grande doença, a operação fosse feita aqui, mas vandalizaram. Por isso, estou a dizer que quem vandalizou também pode ficar doente e se esquece de que vai precisar desses serviços. O mesmo acontece com quem destruiu a rádio, também precisa da rádio para se informar”, disse Daniel Chapo, prometendo a reposição gradual das actividades da rádio, a reconstrução do bloco operatório local, bem como a alocação de uma ambulância solicitada pela população.

“Temos que parar com a violência, isso não ajuda ninguém. Destruir o bloco operatório é um grande crime. Destruir a rádio é um crime. Mas o nosso governo vai repor para cuidar do povo. A rádio vai ser reposta para dar informação à população. Vamos repor o bloco, a rádio e vamos trazer uma ambulância.”

Sobre a massiva desinformação sobre a cólera, que a comunidade local acredita ser provocada pelos hospitais, o que gerou a onda de revolta, Chapo esclareceu que a cólera é uma doença das mãos sujas, igual a outras doenças.

“Temos de parar com as manifestações. Não podemos aceitar que alguém traga informações de que a cólera é propagada pelas pessoas. Vamos lavar as mãos, vamos limpar os nossos bairros, os nossos quintais. Se tivermos uma limpeza, nem a malária vai existir. Não vamos dar trabalho aos nossos irmãos de saúde. Há malária porque nos nossos bairros há espaço para o mosquito viver. Se eliminarmos o capim e a sujeira ao nosso redor, não haverá malária, nem cólera, e não vamos ter pessoas a encher os hospitais”, disse Chapo, reiterando a necessidade de parar com as manifestações violentas que destroem os bens do povo.

Chapo destacou que não é errado ter divergências entre os moçambicanos, mas que as pessoas não podem resolver isso destruindo infraestruturas públicas, pois, ao destruir escolas, hospitais, postes de energia, sistemas de abastecimento de água, estão destruindo bens que pertencem ao povo. Faizal Ibramugy

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Mais Lidas