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Crescimento da violência armada em Cabo Delgado pode afectar participação eleitoral, alerta Amarildo Gussule
O Académico moçambicano, Amarildo Taquidir de Gussule, diz que o ressurgimento de ataques terroristas em Cabo Delgado, reflectem a intenção dos terroristas de demonstrar poder e influência naquela região, o que pode comprometer a realização da campanha eleitoral em áreas afectadas, colocando em risco os eleitores e impactando potencialmente os resultados das eleições.
“O ressurgimento da violência em um período de campanha eleitoral, pode ser uma tentativa deliberada dos grupos insurgentes de demonstrar que, ainda possuem capacidade operacional e influência na região. Isso desafia directamente a autoridade do Estado, enviando uma mensagem de que o Governo, não consegue garantir a segurança e a estabilidade, minando a confiança pública nas instituições”, explicou Amarildo Gussule ao apontar outro motivo, para o aumento dos ataques nos dias antes das eleições, seja de desestabilizar o processo eleitoral.
“Ao aumentar a violência durante a campanha, os grupos terroristas podem estar tentando desestabilizar o processo eleitoral, limitando a capacidade de candidatos e Partidos de fazer campanha em áreas afectadas, intimidando eleitores, potencialmente, influenciando os resultados eleitorais”.
Amarildo Gussule, alerta que se a violência armada em Cabo Delgado, continuar aumentando, a taxa de participação eleitoral, poderá diminuir, o que irá fazer com que a legitimidade das eleições seja afectada.
“Há uma maior polarização política e debate público, os insurgentes podem explorar essas divisões, para enfraquecer ainda mais o Governo e a coesão social. A violência pode ser usada para criar um ambiente de incerteza e medo que facilita a narrativa de caos e desgoverno.”
Amarildo Gussule, defende que os momentos eleitorais despertam maior interesse da imprensa local e global, possibilitando aos insurgentes aumentar a repercussão de suas reivindicações e necessidades.
Segundo a fonte, em momentos críticos, “aumentar a violência pode ser uma estratégia, para ganhar destaque na mídia e promover seus objectivos. Em períodos eleitorais, o Governo pode se sentir pressionado, a adoptar medidas de segurança mais rígidas, como o aumento das forças armadas ou a implementação de políticas, que limitem os direitos civis. Essas acções, podem ser vistas pelos insurgentes, como evidência de um Governo autoritário e servir de motivação para recrutar novos membros descontentes.”
O Professor Doutor, afirma que a retomada do terrorismo em Cabo Delgado, durante o período eleitoral, sugere que a aparente tranquilidade, que reinou por um período, pode ter sido frágil e temporária, indicando talvez uma reorganização ou reconfiguração dos insurgentes. “Pode indicar que os insurgentes, estavam reestruturando suas forças, ou esperando por um momento estratégico, para maximizar o impacto dos ataques. Além disso, a persistência da violência mesmo após intervenções internacionais e operações militares do Governo, aponta para desafios contínuos na abordagem das causas subjacentes do conflito, como desigualdade socioeconómica, marginalização política e falta de desenvolvimento em Cabo Delgado. Sem lidar com essas questões fundamentais, é possível que o ciclo de violência, continue a ressurgir em momentos críticos, como durante as eleições.” Elina Eciate
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