SOCIEDADE
Conselho Islâmico reafirma apoio ao Governo na promoção da paz em Nampula
O Conselho Islâmico de Moçambique, na província de Nampula, reafirmou o seu compromisso de apoiar o Governo moçambicano na missão de unir o povo, por meio da divulgação das mensagens do Alcorão e dos princípios do Islão nas comunidades locais.
A garantia foi dada pelo delegado provincial do Conselho Islâmico, Sheikh Abdul Magid António, durante uma visita de cortesia do Secretário de Estado da província, Plácido Nerino Pereira, realizada dois meses após a sua nomeação.
Durante o encontro, o Secretário de Estado foi informado sobre as várias actividades desenvolvidas pelo Conselho Islâmico em diferentes sectores, com destaque para as áreas da saúde, educação e desenvolvimento comunitário.
Segundo o Sheikh Abdul Magid António, a pacificação das comunidades exige um esforço conjunto entre o Conselho Islâmico e o Governo.
“Nos últimos meses, temos realizado um trabalho de sensibilização junto das comunidades. Nessas acções, procuramos resgatar valores morais que se têm perdido ao longo do tempo. Sabemos que, no passado, certas práticas negativas eram inexistentes. Por isso, é fundamental reflectirmos sobre o que fazíamos de diferente naquela altura. Continuamos a levar a cabo campanhas de moralização, e acreditamos que a ligação com o Governo é essencial, pois nem todos os problemas podem ser resolvidos apenas pelas autoridades estatais — há questões que apenas a religião consegue alcançar”, sublinhou o líder islâmico, defendendo acções conjuntas para promover mudanças reais face aos conflitos que afectam o país.
O Sheikh acrescentou que nem sempre as mensagens de moralização são bem acolhidas por todos, o que exige uma abordagem mais integrada.

“Ao longo deste processo, notamos que algumas pessoas aceitam as mensagens, mas outras oferecem resistência. Quando investigamos as causas dessa resistência, percebemos que há falhas no trabalho de base, especialmente dentro das famílias. A educação deve começar em casa — não podemos delegar essa responsabilidade exclusivamente ao Governo ou às confissões religiosas. É necessário um esforço coordenado entre autoridades e famílias para alcançarmos os nossos objectivos comuns: paz, independência política e económica, e o bem-estar social.”
Por sua vez, o Secretário de Estado, Plácido Nerino Pereira, reconheceu o papel relevante das confissões religiosas, incluindo o Islão, na estabilização e pacificação do país.
“As confissões religiosas têm um compromisso profundo com as comunidades. Sabemos que elas professam diferentes crenças, mas é com elas que devemos reflectir sobre onde estamos a falhar e por que certas situações continuam a ocorrer. Igrejas e mesquitas desempenham um papel crucial na moralização e educação das comunidades, contribuindo para evitar a repetição de episódios negativos do passado.”
O dirigente destacou ainda o contributo do Conselho Islâmico em várias frentes sociais.
“As confissões religiosas complementam a acção do Estado não apenas no campo espiritual, mas também em múltiplas actividades sociais. Durante esta visita, ficámos a conhecer várias iniciativas do Conselho Islâmico, como a construção e reabilitação de escolas e centros de saúde, bem como o apoio às vítimas de calamidades naturais. Continuaremos a trabalhar em conjunto para garantir que o nosso objectivo comum — o bem-estar da população — seja concretizado.” Daniela Caetano
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