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ECONOMIA

Conselho Islâmico avalia 2025 como ano de degradação moral da juventude

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O Conselho Islâmico de Moçambique considera que o ano de 2025 ficou marcado por uma acentuada degradação moral da juventude, num contexto de instabilidade social, manifestações populares e perda de confiança nas lideranças políticas e institucionais.

Em entrevista ao nosso jornal, o delegado provincial do Conselho Islâmico, Abdul Madjid António, afirmou que os jovens, enquanto principal força motriz do desenvolvimento, atravessam um período de profunda desorientação, agravado pela ausência de referências sólidas, oportunidades de emprego e diálogo efectivo com o Estado.

Segundo o dirigente religioso, as manifestações registadas ao longo do ano contribuíram para fragilizar ainda mais o tecido social, afectando não apenas a economia, mas também a vida religiosa e os valores morais. “O jovem já não acredita nos seus dirigentes. Tornou-se incrédulo nas práticas das lideranças, e isso reflecte-se no seu comportamento e nas escolhas que faz”, afirmou.

Na avaliação do Conselho Islâmico, esta perda de fé e de confiança está na base de vários problemas que o País enfrenta actualmente, incluindo o aumento da violência, da vandalização e da adesão de alguns jovens a práticas desviantes, num cenário em que se sentem excluídos e sem perspectivas de futuro.

“O maior desafio que temos hoje é a moral da nossa juventude e da nossa sociedade. Quando há um distanciamento entre a criatura e o seu Criador, surgem problemas sociais, económicos e até de segurança”, alertou Abdul Madjid António, associando este quadro à expansão de fenómenos de instabilidade em diferentes regiões do País.

Face a este cenário, o Conselho Islâmico defende que Moçambique continue a investir não apenas em respostas económicas ou securitárias, mas também na educação moral, cívica e espiritual da juventude, como forma de reconstruir valores e restaurar a confiança social.

No balanço de 2025, a organização religiosa conclui que, sem uma juventude moralmente orientada e socialmente integrada, qualquer estratégia de desenvolvimento estará fragilizada, defendendo que 2026 seja um ano de viragem, assente no diálogo, no emprego juvenil e no reforço dos valores éticos e comunitários

 

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