POLÍTICA
Confissões religiosas chamadas a reforçar papel na prevenção de conflitos em Nampula
O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, apelou às lideranças religiosas para assumirem um papel ainda mais activo na promoção da paz social e na prevenção de conflitos comunitários, defendendo que as confissões religiosas são parceiras estratégicas do Estado na construção de uma convivência harmoniosa.
O posicionamento foi expresso durante a abertura da Conferência Regional de Líderes Religiosos, um encontro que reuniu representantes de diferentes crenças com o objectivo de reforçar o diálogo inter-religioso e consolidar mecanismos de cooperação em prol da estabilidade social no Norte do País.
Na sua intervenção, o governante sublinhou que a paz não pode ser entendida como um decreto político, mas como um processo contínuo que exige responsabilidade partilhada entre instituições públicas, igrejas e comunidades. “A paz não se decreta: constrói-se”, afirmou, defendendo que cada actor social deve assumir o seu papel na promoção da tolerância, da moderação e do respeito pela diferença.
Segundo Abdula, a proximidade das lideranças religiosas às comunidades confere-lhes uma capacidade única de escuta, mediação e prevenção de tensões locais, tornando-as aliadas fundamentais na resolução pacífica de conflitos e na defesa da dignidade humana. O governador destacou que, num contexto marcado por vulnerabilidades económicas e desafios sociais complexos, a cooperação com estas estruturas torna-se essencial para preservar a coesão social.
O dirigente provincial frisou ainda que a diversidade religiosa existente em Nampula tem sido, ao longo da história, um factor de equilíbrio e não de divisão, apontando o diálogo inter-religioso como uma ferramenta prática de governação que tem ajudado a prevenir tensões e a fortalecer a estabilidade nas comunidades.
Na ocasião, reiterou a disponibilidade do Governo Provincial para continuar a trabalhar em estreita colaboração com as confissões religiosas, sociedade civil e parceiros, não apenas em eventos formais, mas também na implementação de soluções concretas que reforcem a segurança, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável.
Ao declarar oficialmente aberta a conferência, Eduardo Abdula apelou para que o encontro produza recomendações práticas e compromissos responsáveis capazes de transformar o discurso em acções efectivas, lembrando que a paz exige coerência, responsabilidade e trabalho permanente junto das comunidades. Faizal Raimo
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