ECONOMIA
Comunidade de Cerema vê fundos rotativos da Haiyu como base para autonomia económica
A comunidade de Cerema, no distrito de Angoche, manifesta elevadas expectativas em relação aos fundos rotativos que a mineradora Haiyu prevê atribuir, no próximo ano, às comunidades hospedeiras do seu projecto. Para os líderes comunitários e autoridades locais, a iniciativa poderá impulsionar actividades económicas simples, mas capazes de gerar rendimento e promover o desenvolvimento local.
Membro do Conselho de Ligação Comunitária (CLC) e do secretariado do bairro de Cerema, Américo Braz explicou que, embora a comunidade ainda não tenha recebido o fundo, o modelo de utilização já está definido. A proposta passa por gerir colectivamente os recursos, financiar pequenos projectos e devolver os valores, de modo a permitir que outros membros da comunidade também beneficiem.
“A nossa proposta, quando recebermos aquele fundo rotativo, é de estarmos a gerir, fazer pequenos projectos e devolver o valor para também os outros serem financiados, para podermos desenvolver a nossa comunidade”, afirmou.
Segundo Américo Braz, os projectos escolhidos reflectem as necessidades reais da população e estão alinhados com experiências já existentes em Cerema. Entre as principais apostas estão a criação de galinhas, a produção de produtos hortícolas e pequenos negócios, com destaque para iniciativas lideradas por mulheres, como a venda de pastéis e bolos.

Membro do Conselho de Ligação Comunitária (CLC) e do secretariado do bairro de Cerema, Américo Braz
O líder comunitário acredita que os fundos irão acelerar processos já em curso. “Temos outras pessoas com projectos pessoais que estão a fazer e estão a desenvolver normalmente. Com a previsão de recebermos fundo rotativo, temos a certeza de que vamos acrescentar o nosso desenvolvimento”, sublinhou.
Por seu turno, Juma Essumaila, conhecido por Chehe Zacarias, chefe do Posto Administrativo de Cerema, considera que as comunidades estão preparadas para receber o fundo, uma vez que os projectos resultam de consultas comunitárias. Segundo explicou, foram as próprias populações que identificaram as iniciativas de geração de renda a serem financiadas.
Zacarias destacou ainda o papel da juventude neste processo, referindo que a maioria dos projectos propostos é liderada por jovens e está orientada para o comércio. “Os jovens, na sua maioria, estão mais dedicados ao negócio”, afirmou, acrescentando que mesmo os projectos ligados à pesca seguem uma lógica de compra, venda e processamento do pescado.
Para Cerema, os fundos rotativos são vistos como uma oportunidade de reforçar a organização comunitária, criar fontes de rendimento sustentável e construir autonomia económica, através de iniciativas ajustadas à realidade local e com impacto progressivo na vida das famílias.
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