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SOCIEDADE

Chuvas agravam erosão em vários bairros da cidade de Nampula

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As chuvas que se fazem sentir na actual época chuvosa estão a deixar vários bairros da cidade de Nampula em situação de elevada vulnerabilidade, devido ao agravamento de fenómenos de erosão que comprometem a circulação, a segurança das famílias e a integridade das habitações.

Uma equipa do Jornal Rigor constatou, nesta quarta-feira, que bairros como Namutequelia, Muahala–Expansão, Muahivire–Expansão, Namicopo, Corrupéia e Mutauanha apresentam zonas completamente intransitáveis, condicionando seriamente a locomoção dos munícipes e o acesso a mercados, escolas e serviços básicos.

Segundo moradores ouvidos no terreno, a situação é recorrente e tende a agravar-se sempre que chove. “É um problema antigo. Sempre que chove, a situação fica pior”, relataram residentes, sublinhando que as erosões já fazem parte do quotidiano das comunidades afectadas.

No bairro de Namutequelia, Unidade Comunal Mariam Nguabe, Teresa Aguiar, de 53 anos de idade, descreve um cenário de medo e sofrimento.

“Na verdade, é uma situação triste que vivemos aqui. Com essas erosões, já não conseguimos nos locomover até aos mercados, sobretudo com a nossa idade. As crianças também correm perigo; quando chove forte, algumas são arrastadas pela água. Já aconteceram casos aqui mesmo”, lamentou.

Em Muahivire–Expansão, Unidade Comunal de Namiteca, Betinho Oreva, de 29 anos, afirma que os esforços da comunidade não têm sido suficientes para travar o avanço da erosão.

“Nós já tentámos colocar estacas e pedras, mas não está a resultar. Por isso pedimos ajuda a quem de direito, porque a situação aqui está muito grave”, apelou.

Já Nquira Abdul, de 31 anos, residente no bairro de Muahala–Expansão, critica a actuação das autoridades, alegando que as visitas oficiais não se traduzem em soluções concretas.

“Estamos mal, como pode ver. O Conselho parece que não nos conhece. Falamos, reclamamos, mas nada é feito. Nem sei mais o que pedir ao Governo”, desabafou.

As comunidades exigem maior proximidade do Governo e criticam o que consideram ser uma intervenção desigual, centrada apenas nas zonas urbanas consolidadas.

“Aqui as casas estão a cair, as viaturas já não passam, mas o Governo só aparece lá no centro da cidade. Nós, como cidadãos, tentamos resolver, mas sozinhos não conseguimos”, reclamaram moradores.

Nas zonas agrícolas, a situação não é diferente. O Rigor visitou algumas áreas de cultivo nos arredores da cidade e constatou machambas severamente afectadas pelas chuvas, com sinais evidentes de destruição. Apesar da ausência de camponeses no momento da visita, os estragos observados indicam prejuízos significativos para a produção agrícola local. Assane Junior

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