ECONOMIA
Cheias no Sul: Igreja Católica apela a apoio humanitário urgente para salvar vidas
A Igreja Católica em Moçambique apelou, esta quinta-feira, a um apoio humanitário urgente para as populações afectadas pelas cheias e inundações que atingem várias províncias do Sul do país, com destaque para Gaza e Maputo, alertando para o risco de milhares de vidas humanas e para o agravamento das difíceis condições de vida das comunidades.
O apelo foi feito pelo Arcebispo de Nampula e Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saúre, na sequência de uma mensagem de solidariedade divulgada no dia 21 de Janeiro, na qual a Igreja manifesta proximidade às vítimas da tragédia, lamenta as mortes registadas e expressa solidariedade para com as famílias deslocadas.
Segundo Dom Inácio Saúre, as chuvas intensas provocaram destruição de casas, deslocação de muitas famílias e corte de vias de acesso, criando dificuldades no transporte e atrasos na chegada da ajuda humanitária às zonas mais afectadas. A situação, disse, agrava ainda mais a vida de populações que já viviam em situação de vulnerabilidade.
“Elevamos preces a Deus por cada vítima e pedimos protecção, força e consolo para as crianças, os idosos e as famílias inteiras que estão a viver dias muito difíceis, marcados pelo sofrimento e pelo medo do que ainda pode acontecer”, refere a mensagem da Conferência Episcopal.
Perante o agravamento da situação, o líder da Igreja Católica voltou a apelar à comunidade internacional, às organizações humanitárias e a todas as pessoas de boa vontade para reforçarem o apoio, com vista a salvar vidas e aliviar o sofrimento das populações que perderam casas, bens e meios de sustento.
A Conferência Episcopal defende que a resposta deve ser rápida e bem coordenada, envolvendo o Governo, parceiros humanitários e a sociedade civil, para garantir comida, abrigo, cuidados de saúde e apoio psicossocial às famílias afectadas.
Apesar do cenário difícil, Dom Inácio Saúre disse acreditar na força da união e da solidariedade para ajudar a reconstruir vidas e comunidades. “Acreditamos que, unidos, será possível reconstruir vidas, restaurar comunidades e devolver a esperança onde antes havia desespero”, concluiu. Faizal Raimo
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