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POLÍTICA

Chapo reúne-se com Cardeal Matteo Zuppi e reforça laços de amizade e diálogo pela paz

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À margem das solenes cerimónias fúnebres do Santo Padre, Papa Francisco, o Presidente da República, Daniel Chapo, manteve um encontro com o Cardeal Dom Matteo Zuppi, Arcebispo de Bolonha e Presidente da Conferência Episcopal Italiana.

O encontro, marcado por um ambiente de profunda cordialidade e reflexão, proporcionou uma troca de impressões sobre o legado inspirador de Papa Francisco, particularmente no seu incansável apelo

à construção da paz, ao diálogo entre culturas e religiões, e à defesa intransigente dos pobres e marginalizados.

No decurso da audiência, o Presidente Chapo destacou o papel crucial desempenhado pelo Cardeal Matteo Zuppi no processo de paz em Moçambique. Como membro destacado da Comunidade de Sant’Egídio — movimento leigo católico fundado em Roma e reconhecido mundialmente pela sua acção diplomática humanitária —, Dom Matteo Zuppi foi uma das figuras centrais na mediação que resultou na assinatura do Acordo Geral de Paz, em Roma, em 1992, encerrando um longo conflito armado em Moçambique.

“Vossa Eminência representa para o povo moçambicano uma referência viva de esperança, diálogo e reconciliação. O vosso empenho pessoal, através da Comunidade de Sant’Egídio, foi fundamental para devolver a paz e abrir caminhos de reconstrução e desenvolvimento para a nossa Nação‖”, afirmou o Presidente Chapo.

O Cardeal Zuppi, por sua vez, reiterou o seu profundo carinho por Moçambique e reafirmou o compromisso da Igreja e da Comunidade de Sant’Egídio em continuar a apoiar o povo moçambicano nos desafios actuais, nomeadamente na promoção da educação, da saúde, do combate à pobreza e na consolidação de uma cultura de paz.

Ambos renovaram o desejo de fortalecer os laços de amizade histórica entre Moçambique e a Santa Sé, sublinhando a importância do diálogo permanente como instrumento para enfrentar os desafios contemporâneos e promover sociedades mais justas e solidárias.

O encontro revestiu-se de profundo simbolismo, reforçando a memória do contributo determinante da diplomacia da paz liderada pela Igreja Católica, num momento em que o mundo presta tributo à vida e ao ensinamento de Papa Francisco, que se notabilizou como um mensageiro incansável da fraternidade e da dignidade humana.

O Cardeal Matteo Zuppi actuou como mediador do Acordo Geral de Paz em Moçambique. Actualmente, com a morte do Papa, é apontado como um dos favoritos à sucessão, devido à sua linha pastoral semelhante à do Papa Francisco. Redacção

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1 Comment

1 Comment

  1. José Luzia

    Abril 27, 2025 at 8:31 pm

    Não querendo desmerecer o papel da Comunidade de Sto Egídio no processo que conduziu ao AGP 1992, há que recordar como ela se tem posicionado no apoio à FRELIMO.
    Não nos podemos esquecer que em 2019, ano de eleições gerais e presidenciais, aconteceu coisa nunca acontecida na História da Igreja Católica: o Papa visitou Moçambique em plena campanha eleitoral!
    Nessa altura eu perguntei alto e bom som: quem enganou o Papa?
    É óbvio que não só mas também a Comunidade Sto Egídio! Óbvio porque quem começou a fofocar o assunto foi um tal Padre Jorge, em março do mesmo ano, na catedral do Maputo onde ele era pároco!
    Recordamo-nos como aquela campanha eleitoral foi violente e, mesmo, mortífera: só aqui em Nampula houve 50 mortos!
    Quer dizer, o papa Francisco foi habilmente utilizado para, antecipadamente, abençoar toda essa violência e também a consequente e costumada fraude eleitoral daquele ano.
    Se isto é promover a paz genuína e verdadeira…

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