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POLÍTICA

Chapo quer Estado mais preparado para defender soberania

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O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou esta quinta-feira (18) os formandos do 1.º Curso de Defesa Nacional  DO ISEDEF a contribuírem activamente para o fortalecimento do Estado moçambicano num mundo em reconfiguração, marcado por conflitos geopolíticos, ciberameaças e terrorismo.

Discursando na Aula Inaugural do curso, no Instituto Superior de Estudos de Defesa “Tenente General Armando Emílio Guebuza” (ISEDEF), o Chefe de Estado alertou que Moçambique precisa repensar o seu posicionamento estratégico diante da crescente instabilidade global e regional.

“Como é que Moçambique deve se posicionar diante dessas transformações na segurança global?”, questionou o Presidente, apontando para os conflitos armados na Europa e no Médio Oriente, a proliferação do terrorismo em África e os desafios internos como tráfico de drogas, raptos, branqueamento de capitais e manifestações violentas.

Chapo considerou que o curso surge numa altura oportuna, num contexto em que a arquitectura da segurança internacional está a ser abalada e os Estados devem reforçar as suas capacidades. “Essas ameaças desafiam as nossas Forças de Defesa e Segurança a adoptarem abordagens inovadoras e eficazes, fazendo as coisas diferentes para alcançarmos resultados diferentes”, declarou.

Defesa Nacional não se delega — é responsabilidade de todos”

Mais do que uma aula, o Presidente propôs uma provocação: a necessidade urgente de massificar a cultura de Estado e de interesse nacional. Para ele, a defesa da soberania, independência e integridade territorial não deve ser uma tarefa exclusiva dos militares.

“Todos nós precisamos de perceber o que é Estado, o que é soberania, o que é independência, o que é integridade territorial”, enfatizou, recomendando a inclusão de dirigentes civis nos cursos do ISEDEF, como presidentes de conselhos de administração, secretários permanentes e governantes.

O Presidente defendeu ainda uma formação baseada em ciência, diálogo e troca de experiências, rompendo com o modelo passivo tradicional. “O formando não pode ser visto como uma tábula rasa. É preciso estimular debates dentro da sala de aulas”, disse.

Homenagem aos militares no terreno: “Defendem esta pátria com a sua própria vida”

Num dos momentos mais emocionantes do seu discurso, Daniel Chapo saudou todos os membros das Forças de Defesa e Segurança, com destaque para os que actuam no Teatro Operacional Norte, em Cabo Delgado.

“Faça chuva, faça sol, vendavais ou cheias, eles se esmeram, sempre com bravura, para defender a nossa independência nacional, a nossa soberania e garantir a tranquilidade pública. Para essa classe de moçambicanos, deixamos a nossa vénia”, declarou o Presidente.

Chapo apelou ainda à conclusão das infra-estruturas em curso no ISEDEF e encorajou os facilitadores a partilhar os seus saberes com entrega e criatividade. Encerrou o discurso com uma mensagem clara:

“A defesa nacional não se limita ao uso da força militar. Ela exige uma abordagem integrada e é responsabilidade de todos os moçambicanos.” Faizal Raimo

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