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POLÍTICA

Chapo impõe tolerância zero ao terrorismo e à corrupção nas FDS

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O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Francisco Chapo, lançou esta segunda-feira uma directiva estratégica de tolerância zero contra redes de apoio ao terrorismo, corrupção e degradação moral nas instituições de defesa e segurança.

A decisão foi anunciada durante a cerimónia de patenteamento e tomada de posse de Oficiais Generais, Comissários e Superiores, realizada no Estado-Maior General, em Maputo. O Chefe do Estado deixou claro que o novo ciclo de governação 2025–2029 não terá espaço para comportamentos desviantes e exigiu disciplina, integridade e resultados concretos.

No centro da estratégia está o reforço do domínio marítimo. Ao empossar o novo comandante do Ramo da Marinha de Guerra, Contra-Almirante Estevão Bernardo Nchokomala, o Presidente determinou o bloqueio das linhas de abastecimento logístico dos terroristas em Cabo Delgado, sublinhando que o controlo da costa moçambicana é decisivo para o sucesso da estabilização no Norte.

A directiva estende-se igualmente à Polícia da República de Moçambique (PRM). Ao conferir posse ao novo Adjunto do Comissário, Gelindo Baltazar Vumbuca, Chapo advertiu contra o abuso de poder e a corrupção, afirmando que o respeito policial constrói-se “acima de tudo, pelo exemplo” e que a ética deve ser prioridade absoluta.

No sector migratório, nove oficiais foram promovidos ao posto de Adjunto do Comissário da Migração, com a missão de reforçar o combate à imigração ilegal e ao tráfico de pessoas, harmonizando as estruturas provinciais do Serviço Nacional de Migração (SENAMI).

O sistema prisional também recebeu orientações firmes. O Comandante-Chefe exigiu o fim imediato de crimes coordenados a partir das cadeias e determinou maior controlo para prevenir radicalização e burlas telefónicas, defendendo que as prisões devem ser espaços de reabilitação social e não de extensão do crime organizado.

O Presidente reiterou que as promoções resultam de avaliação criteriosa e que o investimento no capital humano é essencial para consolidar um Estado forte, estável e seguro. A mensagem central foi clara: execução rigorosa, disciplina e integridade serão determinantes para o sucesso da governação nos próximos cinco anos.

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