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SOCIEDADE

ARA Norte investe 1,5 milhão de meticais na preparação para época chuvosa

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A Administração Regional de Águas do Norte (ARA Norte) está a investir cerca de 1,5 milhão de meticais na reabilitação das estações hidrométricas, como parte do seu plano de preparação para a próxima época de cheias, prevista para o período de Dezembro a Abril.

O director-geral da instituição, Carlitos Omar, explicou que a região foi severamente afectada na última época chuvosa, marcada pela passagem de três ciclones consecutivos, que destruíram grande parte das infra-estruturas de monitoria, sobretudo no distrito de Monapo. “As nossas estações foram devastadas e isso dificultou o processo de aviso e monitoria. Estamos a trabalhar para que este ano não tenhamos as mesmas fragilidades”, disse.

Segundo o responsável, as obras de reabilitação deverão estar concluídas nos próximos dois meses, garantindo que os sistemas de alerta estejam em pleno funcionamento antes do início das chuvas. A intervenção abrange todas as infra-estruturas de aviso de cheias, consideradas vitais para a protecção das comunidades em zonas de risco.

Carlitos Omar sublinhou que a prioridade é assegurar comunicação eficaz e atempada com as populações. “Essas estações vão permitir que as comunidades recebam informações rápidas e seguras, evitando tragédias humanas e perdas materiais”, frisou.

O dirigente aproveitou a ocasião para apelar às comunidades a evitarem comportamentos de risco, como travessias em rios durante a época chuvosa. Recordou que estas práticas provocaram mortes no último ano, incluindo no rio Nikuta, em Nampula.

“Pedimos encarecidamente que não atravessem os rios durante as cheias e que não façam queimadas dentro das bases. São comportamentos que colocam vidas em perigo e comprometem a segurança de todos”, advertiu.

A ARA Norte garante que todos os técnicos estão já mobilizados e preparados para responder com rapidez a qualquer situação de emergência, reforçando o compromisso de proteger as populações em caso de cheias.

“Estamos a trabalhar com dedicação para que este ano as comunidades estejam melhor preparadas. Mas a prevenção não depende só das autoridades; depende também da responsabilidade individual e colectiva”, concluiu o director-geral. Vânia Jacinto 

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