SOCIEDADE
Apenas 491 das 3.900 salas destruídas por ciclones foram recuperadas
A Direcção Provincial da Educação de Nampula anunciou que já foram reabilitadas 491 salas de aula das 3.939 destruídas pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude, que causaram danos severos em infra-estruturas escolares por toda a província.
O porta-voz da Direcção, Faruk Carimo, explicou que o processo de reconstrução tem avançado graças à mobilização de parceiros e ao envolvimento directo das comunidades escolares.
No balanço, a Educação reabilitou 30 das 708 salas destruídas pelo ciclone Chido, 33 das 679 arrasadas pelo ciclone Dikeledi e 428 das 2.552 danificadas pelo ciclone Jude, num total de 491 salas recuperadas distribuídas por vários distritos, incluindo Ribáuè, Mecubúri, Malema, Eráti, Memba, Ilha de Moçambique, Mossuril, Mogovolas, Angoche, Nacala Velha, Meconta, Murrupula, Monapo, Moma, Nacala-Porto e Liúpo.
Faruk Carimo, acrescentou que a Direcção Provincial aguarda o lançamento de um concurso financiado pelo Banco Mundial, destinado à reabilitação de mais 24 salas, cujos estudos e mapas de quantidades já estão concluídos.
“Estamos apenas à espera do concurso. Paralelamente, continuamos a mobilizar recursos com os nossos parceiros e com a própria comunidade escolar, através dos Conselhos de Escola, para repor algumas salas precárias. O esforço tem de envolver todos”, sublinhou.
Com a aproximação da época chuvosa, o sector já activou um plano de contingência para mitigar os impactos das intempéries.
O porta-voz destacou a realização de actividades de sensibilização e apoio psicossocial, bem como acções de prevenção para a nova etapa das chuvas.
“Estamos a criar comités escolares de gestão de riscos de desastres. Formámos pontos focais sobre mudanças climáticas em treze distritos, numa capacitação realizada há duas semanas com apoio do Banco Mundial”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Carimo garantiu que o sector está preparado para os desafios da próxima estação.
“Todos os anos enfrentamos adversidades durante as chuvas. Procuramos minimizar ao máximo a destruição de salas. Ainda há turmas ao ar livre e alunos sentados no chão, mas mesmo assim conseguimos concluir o ano. Não foi fácil, mas estamos num bom caminho”, concluiu. Vânia Jacinto
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