SOCIEDADE
AMUSI quebra o silêncio e denuncia violências policiais durante as manifestações eleitorais
Após um longo período de silêncio, o AMUSI optou por se manifestar publicamente nesta Quarta-feira (22.01.2025) para criticar as mortes causadas pelos disparos da Polícia durante as manifestações organizadas por Venâncio Mondlane, em protesto contra os resultados das eleições.
O Partido Acção do Movimento Unido para a Salvação Integral (AMUSI) teve um desempenho extremamente negativo nas eleições de 9 de Outubro, não conseguindo eleger nenhum representante nas eleições provinciais, assim como na Assembleia da República. Quanto à presidência, a candidatura de Mário Albino, que lidera o partido, foi rejeitada pelo Conselho Constitucional devido a várias irregularidades.
Mário Albino acredita que a actuação das forças policiais durante o conflito pós-eleitoral infringiu os direitos humanos. O presidente do AMUSI expressou a sua preocupação com a destruição de diversas infraestruturas, tanto públicas quanto privadas.
“Os jovens entraram em confronto, devastamos os hospitais que existiam, arrasamos os mercados. Actualmente, escutamos sobre diálogos secretos, discussões que permanecem obscuras, e o que se vê agora são mais assassinatos e perseguições. Portanto, desejamos transmitir esta mensagem: este país pertence aos moçambicanos”, afirmou Mário Albino, solicitando o envolvimento de todos os sectores da sociedade no diálogo político para encerrar o conflito que assola a nação.
“É crucial que as pessoas sejam directas e transparentes, abandonando a postura de politiqueiros, e se comportem como verdadeiros políticos. Estamos exaustos das manobras políticas: o povo sofre, os jovens estão desanimados, as crianças sem acesso à educação e a pobreza devastando a nação. Que ambos os presidentes, um empossado no Aeroporto e outro pelo Conselho Constitucional, se encontrem, sentem juntos e tracem um plano de acção”, afirmou Mário Albino, solicitando que os responsáveis pelas mortes sejam punidos.
Ao ser questionado sobre sua opinião a respeito do novo governo em Moçambique, o presidente do AMUSI declarou: “Não tenho uma ideia clara sobre o novo governo, pois temos dois presidentes. Os deputados presentes na Assembleia da República foram escolhidos por meio de uma lista que, em certa ocasião, menciona apoio a determinadas pessoas devido a laços afectivos, o que não caracteriza um verdadeiro representante do povo. Ontem, presenciamos uma cena em Nicoadala, onde um cidadão foi agredido de maneira brutal, passando até por um atropelamento. Situações como essas não deveriam ocorrer; elas reflectem a falta de um deputado dedicado a proteger os direitos dos moçambicanos. Observamos que os deputados que estão na Assembleia da República foram levados ali por um acordo político”. Vânia Jacinto
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