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ECONOMIA

Alunos afectados pelo terrorismo em Nampula serão examinados em Janeiro de 2026

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O sector da Educação da província de Nampula anunciou que 4.873 alunos dos distritos de Eráti e Memba, que não puderam realizar os exames devido a incursões terroristas, irão submeter-se às provas entre os dias 15 e 20 de Janeiro de 2026. A medida visa garantir que nenhum estudante perca o ano lectivo de 2025.

De acordo com William Tunzine, director do sector da Educação em Nampula, a província inscreveu 336.573 candidatos, dos quais 327.366 realizaram os exames, correspondendo a uma taxa de participação de 97,3%.

No total de 2.520 centros de exames, 2.413 funcionaram normalmente, enquanto 107 centros não conseguiram realizar as provas, sobretudo nos distritos de Eráti e Memba, devido à instabilidade provocada pelas acções terroristas.

“Em Eráti, temos cerca de 586 alunos que não fizeram exames, e em Memba aproximadamente 4.287 estudantes ficaram sem avaliação. Esta situação deveu-se às incursões terroristas, que impediram o funcionamento normal de 107 centros de exames”, explicou Tunzine.

O responsável garantiu que o sector está a trabalhar para assegurar que todos os alunos realizem os exames e concluam o ano lectivo. “É uma situação complexa, mas estamos empenhados em garantir que cada aluno possa concluir o seu percurso escolar”, afirmou.

Para o efeito, o sector da Educação anunciou a mobilização de professores e a implementação de medidas de acompanhamento psicossocial aos alunos e docentes afectados pela violência. Segundo Tunzine, o apoio está a ser prestado em coordenação com psicólogos e organizações não-governamentais.

“Estamos a trabalhar em parceria para apoiar emocionalmente alunos e professores, tendo em conta que muitos foram afectados por esta situação. É fundamental garantir condições para a realização tranquila dos exames”, sublinhou.

O sector reforçou ainda a necessidade de mapear a localização de cada estudante e assegurar a logística necessária para garantir a participação de todos nas provas. “O nosso objectivo é claro: garantir que todos os alunos tenham a oportunidade de realizar os exames, recuperar o atraso e continuar os estudos normalmente”, concluiu. Vânia Jacinto

 

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