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OPINIÃO

A busca de integridade pessoal e coletiva dos moçambicanos

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A reclamação de muitos moçambicanos,  todos os dias,  é a problemática da corrupção nas instituições públicas que tem afetado o desenvolvimento humano, social, político e económico do país.

A meu ver, o grave problema é a falta de consciência de que a corrupção tornou-se um câncro, não somente nas instituições públicas, mas também nas famílias e nos setores privados.

A corrupção, em Moçambique, é praticada como algo normal. Eis o ponto sério que é a normalização do mal.

A corrupção, Muitas vezes se manifesta com diferentes rostos que a sociedade já não contabiliza como um mal. Podemos escutar muita gente dizendo,  isso é normal quando escuta que o professor do seu filho pediu dinheiro.

Abaixo apresento alguns exemplos que poderão auxiliar na reflexão.

Quando recebemos favores que prejudiquem os outros, isso é corrupção.

Quando recebemos um atendimento “VIP” enquanto milhares de pessoas estão na fila à espera da sua vez para serem chamadas, isso é corrupção.

Quando damos emprego aos familiares, amigos, colegas e conhecidos sem considerar a meritocracia de cada pessoa ou sem olhar pela candidatura honesta ou concurso público transparente, isso é corrupção.

Quando usamos o dinheiro da família para gastar nos caprichos pessoais enquanto a família morre de fome, isso é corrupção.

Quando não nos esforçamos para estudar contando com a influência que temos com os professores, isso é corrupção.

Quando pedimos e damos refrescos para evitar multas após uma infracção, isso é corrupção.

Quando não somos transparentes na gestão dos bens de uma instituição privada, familiar ou pública, isso é corrupção.

Quando em pleno horário de trabalho nos focalizamos nos nossos interesses, gastamos o tempo nas redes sociais (Facebook,  WhatsApp,  Instagram, Telegrama etc), isso é corrupção.

Quando não somos honestos nas nossas amizades,  relacionamentos e convivências, isso é corrupção.

Portanto, podemos definir a  corrupção como “tudo que prejudique os outros, que afeta o funcionamento das coisas e que provoca obstáculos na caminhada institucional”. Alguns exemplos clássicos: burocracia exagerada ou o famoso slogan, “venha amanhã” ou a solicitação de inúmeros documentos aos candidatos a um certo emprego, isso é corrupção.

Portanto, não olhemos a corrupção somente aquela cobrança de dinheiro. Há incontáveis formas de prática de corrupção que cada moçambicano deve estar ciente e combater se de fato queremos desenvolver o país.

A integridade, portanto, é a atitude que uma pessoa toma para  agir conforme a moral e a ética.

É a compreensão de que a minha ação ou o meu comportamento pode influenciar negativamente a sociedade.

É estar consciente de que as nossas escolhas carecem de uma responsabilidade pessoal e coletiva.

Uma pessoa íntegra é admirada. Mas não basta a admiração. Deve haver aprendizagem.  Temos que copiar  dos outros aquilo que é bom.

Para evitarmos as reclamações e  não mais jogarmos a culpa aos outros, cada um deve assumir o protagonismo na construção de uma sociedade moçambicana seja livre da corrupção.

É possível superarmos a corrupção desde que cada pessoa escolha ser íntegra,  honesta, transparente e responsável.

Vamos juntos formar um Moçambique livre da corrupção.  Vamos todos dizer, basta da corrupção.

“Curador de almas”

Pe. Kwiriwi, CP

 

 

 

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