ECONOMIA
Secretário de Estado e directora da OIM avaliam condições dos deslocados em Corane
O Secretário de Estado na província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, realizou esta quinta-feira (04) uma visita ao Centro de Reassentamento de Corane, no posto administrativo de Meconta, acompanhado pela directora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, para avaliar o impacto das intervenções humanitárias destinadas às famílias deslocadas de Cabo Delgado.
A deslocação teve como objectivo conhecer de perto as actividades que a OIM tem vindo a implementar para melhorar a qualidade de vida das populações reassentadas, num contexto marcado pelo crescimento contínuo do número de famílias que chegam a Nampula devido ao terrorismo em Cabo Delgado.
Casas melhoradas, furos de água e latrinas marcam avanços, mas necessidades persistem
Durante a visita, a delegação percorreu o Centro de Saúde de Mucupassa e uma das 50 casas melhoradas construídas pela OIM este ano, além de inspecionar a reabilitação de vias internas e os sistemas básicos de abastecimento. A organização implementou ainda 430 latrinas, abertura de acessos e diversas infra-estruturas essenciais ao reassentamento.
Apesar dos progressos, a comunidade deslocada expressou várias preocupações, destacando que o aumento da população tem pressionado as infra-estruturas existentes.
Num pronunciamento dirigido ao Secretário de Estado e à directora da OIM, os representantes da comunidade agradeceram “o estimável apoio” recebido desde a abertura do reassentamento, sublinhando que o acolhimento permitiu um recomeço num período de grande vulnerabilidade.
No entanto, a comunidade apontou várias necessidades urgentes, entre elas a asfaltagem da estrada Corane–Nampula, a reabilitação das vias que ligam Corane a Meconta e a Mecua, a construção de mais casas melhoradas, uma vez que as 50 existentes são insuficientes , a ligação de energia eléctrica no Bairro Monapo, a instalação de uma maternidade no Centro de Saúde de Mucupassa e a requalificação das 430 latrinas actualmente consideradas precárias.
A comunidade sublinhou que a transitabilidade difícil, a falta de energia e a insuficiência de serviços sociais essenciais continuam a limitar o processo de integração e a capacidade de as famílias reconstruírem as suas vidas. Zeferino Jumito
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