ECONOMIA
Empresários queixam-se de clima hostil na mineração em Nampula
O Conselho Empresarial da Província de Nampula (CEP) aproveitou a abertura da VII edição da Feira Anual de Gemas (FAGENA) para denunciar as dificuldades enfrentadas pelos operadores mineiros, descrevendo o ambiente de negócios como hostil e desencorajador. O representante do CEP, no evento, Hélio Mualeia, afirmou que ser operador mineiro na província “é como nascer com um pecado original”, uma vez que muitas empresas iniciam as suas actividades sob o peso de multas e processos burocráticos que travam o crescimento.
Segundo Mualeia, o sector vive um dos momentos mais difíceis da sua história, marcado por investimentos avultados, riscos elevados e um quadro legal pouco estimulante. Acrescentou que os operadores carecem de maior paciência por parte do Estado, lembrando que o tempo mínimo de implantação de uma indústria mineira pode ultrapassar três anos.
O dirigente sublinhou ainda a necessidade de reconstruir a relação entre as empresas e as comunidades locais, afectada pelos impactos das recentes manifestações violentas. “Temos de voltar a conviver com a sociedade nas zonas onde estamos implantados, para recuperar a credibilidade do sector e mostrar ao mundo e aos investidores que Nampula continua a ser possível”, apelou.
Conselho Empresarial de Nampula, reiterou a sua disponibilidade em cooperar com o Governo, defendendo que apenas um esforço conjunto entre operadores, Estado e comunidades permitirá dinamizar a mineração e devolver confiança ao sector. Redacção
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Martins Noronha
Outubro 23, 2025 at 11:27 am
Esses exploradores e empresários não querem o povo. E esquecem que são os legítimos. Usam nossos irmãos, nossas irmãs e muito mais. Então deixem os verderiro donos que é povo… Sinto muito esses empresários estão a escravisar o nosso povo.