ECONOMIA
Plácido Pereira: Banco de Desenvolvimento será motor económico de Moçambique
O Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Nerino Pereira, afirmou nesta quinta-feira (02) que a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique constitui uma das medidas mais audazes do Governo Central para responder aos desafios estruturais do país. Discursando na sessão de auscultação pública, destacou que a futura instituição deverá mobilizar capital nacional e estrangeiro para financiar sectores estratégicos, mas também nascer de forma inclusiva, ouvindo as sensibilidades de todos os segmentos da sociedade.
Segundo Pereira, Moçambique enfrenta dificuldades profundas em áreas como agricultura, saúde, educação, indústria, infra-estruturas e tecnologias de informação e comunicação, que exigem políticas mais ousadas. “Uma das respostas passa pela criação de um banco público capaz de canalizar recursos financeiros para projectos transformadores, com impacto directo no crescimento económico, na geração de emprego e na inclusão social”, disse.
Para o dirigente, o Banco de Desenvolvimento deverá ter a vocação de financiar projectos estruturantes que impulsionem os sectores prioritários e, ao mesmo tempo, fortalecer o ecossistema financeiro nacional. “Será um mecanismo para facilitar a mobilização de capital, reduzir riscos de investimento e criar um ambiente favorável à inovação”, sublinhou.
O Secretário de Estado salientou ainda que o impacto do banco não deverá limitar-se ao sector público, pois também poderá apoiar empresas privadas com potencial de dinamizar a economia e gerar novas oportunidades de emprego, sobretudo para a juventude. “É desta combinação entre sector público e privado que poderá nascer um novo ciclo de prosperidade económica para Moçambique”, frisou.
Pereira alertou, no entanto, que a eficácia da instituição dependerá do processo de construção em curso, que deve ser participativo e transparente. “Esta sessão de auscultação pública é uma oportunidade para partilharmos ideias e sensibilidades, garantindo que a futura instituição responda efectivamente às aspirações nacionais”, declarou.
Com um apelo directo à plateia, Pereira convidou todos os presentes a contribuir de forma activa, frontal e responsável, de modo que Nampula desempenhe um papel decisivo na formulação do projecto. “Queremos que as comunidades, a sociedade civil, o sector privado e as forças vivas desta província deixem a sua marca neste debate, porque o Banco de Desenvolvimento só fará sentido se for construído com base na participação inclusiva”, reforçou. Redacção
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