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POLÍTICA

Governo vai criar carreira específica para comunicadores e assessores de imprensa do Estado

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O Governo de Moçambique anunciou que vai criar uma carreira específica para os comunicadores e assessores de imprensa do Estado, como forma de valorizar e profissionalizar o sector da comunicação pública.

O compromisso foi reafirmado pela Primeira-Ministra, Maria Benvinda Delfina Levi, durante a abertura do IV Conselho Coordenador do Gabinete de Informação (GABINFO) e do Fórum dos Comunicadores do Governo, em Chidenguele, província de Gaza.

“A comunicação pública é uma função estratégica da governação. É através dela que se informa, se explica, se mobiliza e se presta contas ao cidadão. Por isso, ela deve ser profissionalizada, valorizada e integrada nos níveis mais altos da Administração Pública”, declarou a Primeira-Ministra.

Entre as medidas concretas anunciadas, Maria Benvinda Delfina Levi destacou: “Devem ser estabelecidos critérios claros de progressão e designações uniformes, de modo a evitar improvisações na vossa actuação ou acumulações indevidas de funções.”

A governante avançou igualmente a necessidade de “melhorar as condições de trabalho nos sectores de comunicação nas instituições do Estado” e garantir que os profissionais
“estejam devida e atempadamente informados das decisões e acções estratégicas das instituições que sejam de utilidade pública.”

No mesmo encontro, a Primeira-Ministra defendeu o reforço do Fórum dos Comunicadores do Governo como

“espaço de formação, troca de experiências e influência sobre as políticas públicas do sector da comunicação social.”

Imprensa pública deve ser mais estratégica e empática

Dirigindo-se aos representantes da comunicação estatal presentes, Levi afirmou que o comunicador público deve assumir um papel mais activo e estratégico:

“O Comunicador do Governo não deve ser apenas um mero divulgador de mensagens ou realizações. Deve ser um verdadeiro estratega de comunicação pública.”

Alertou ainda que, face aos desafios impostos pelas redes sociais, pela desinformação e pelo défice de literacia mediática,

“a comunicação pública deve ser ética, responsável e centrada no cidadão”,
promovendo a paz, a inclusão e o desenvolvimento.

Durante o discurso, a Primeira-Ministra foi categórica ao afirmar que a comunicação deve ser um pilar essencial da governação democrática:

“A multiplicidade de vozes que fala em nome do Governo deve convergir numa mensagem clara e alinhada.”

Igualmente, desafiou o GABINFO, os meios públicos e os comunicadores do Governo a modernizarem as abordagens comunicacionais, assumirem uma postura proactiva e reforçarem a colaboração interinstitucional:

“Façamos deste evento um ponto de viragem na forma como o Governo se comunica com o público, valoriza os seus profissionais e constrói os pilares da nossa jovem democracia.” Faizal Raimo

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