ECONOMIA
213 extensionistas do Fundo de Fomento Agrário em greve por salários atrasados
Cerca de 213 Extensionistas Agrários contratados no âmbito do Programa Sustenta na província de Nampula, que agora estão sob a tutela do Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural, estão sem salários há sensivelmente 3 meses e sentem-se desvalorizados.
Trata-se de salários atrasados dos meses de Outubro de 2023, Novembro e Dezembro do ano passado.
Segundo os Extensionistas, o atraso salarial não é um problema novo, vem acontecendo desde os primórdios da sua contratação, em 2021. Os nossos entrevistados contam que no ano passado, por exemplo, existiram meses sem salários e para serem pagos, os Extensionistas tiveram que reivindicar os seus direitos.
Segundo eles, todos os meses, os Extensionistas vivem num cenário de incerteza, não sabendo exactamente se terão salário ou não.
“Desde a nossa contratação, tem acontecido cenário em que passam três a seis meses sem receber e muita das vezes se este dinheiro entrar, nós temos que requerer as mídias e depois das mídias passar essa informação, o salário entra. Nós gostaríamos de saber dos nossos dirigentes, porque sempre eles têm uma justificação que geralmente não têm resolvido nada. Então nós estamos aqui em repúdio a estes comportamentos” contou o primeiro Extensionista entrevistado, que por razões éticas ocultamos o nome.
“ Nós temos dever e nós cumprimos com os nossos deveres e também nossos empregadores têm o dever de nos pagar o que é do nosso direito, três meses, pessoas com famílias, como vão se manter, Actualmente vivemos na base de dívidas que já estamos esgotados, sempre tem sido assim. Isto é preocupante para nós, por isso estamos aqui a repudiar”, lamentou outro Extensionista. Uma Extensionista que também falou ao Rigor disse que o que era para sustentar e a ajudar a vida das pessoas, o programa Sustenta passou a ser um quebra-cabeça que só gera desgraça não só aos Extensionistas, como também aos próprios produtores.
“Parece que a nossa contratação só trouxe desgraça para as nossas famílias, quando alguém procura emprego, normalmente é para mudar a vida economicamente, nós temos dito problemas selarias repetidamente, então estamos aqui para reivindicar os nossos direitos, não estamos aqui para apontar alguém, simplesmente queremos os nossos salários”, expressou.
Para além de reivindicar os salários, estes igualmente revelam que para o funcionamento das actividades são obrigados a tirar o dinheiro do seu bolso para a compra de combustível para os meios de transportes, os quais são motorizadas, tanto para a manutenção das mesmas.
“Para a realização dos nossos trabalhos, fomos dados motorizadas e eles (Fundo de Fomento Agrário e Extensão Rural) prometeram que estariam a pagar o combustível e a manutenção, mas não é o que está acontecer, nós mesmos é que somos responsáveis”, desabafou outra fonte. Vânia Jacinto
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